As horas da madrugada se arrastavam em uma cidade adormecida, envolta em um silêncio que soava quase palpável. A calçada, úmida pela neblina que se erguia do asfalto, parecia se estender infinitamente sob os pés de Rafael. Ele caminhava, seus passos ecoando na solidão, como se cada batida de seu coração amplificasse o vazio ao seu redor.